Tem por finalidade verificar se o rumo adotado por medidas anteriores está apresentando efeito, podendo também verificar o grau de acerto nas projeções adotadas.
método direto demonstra todos os pagamentos e recebimentos decorrentes da atividade operacional das empresas: as compras à vista, o pagamento de duplicatas decorrentes das compras a prazo, o pagamento das despesas operacionais com salários, encargos, demais despesas administrativas, gerais e comerciais – as vendas à vista, o recebimento das duplicatas por vendas a prazo e outros recebimentos decorrentes das atividades sociais da empresa.
O método indireto parte do resultado das operações sociais, isto é, o lucro líquido do período, ajustado pelas despesas e receitas que não interferem diretamente no caixa ou disponibilidades da entidade, tais como depreciações, amortizações, exaustões. A forma de elaboração deste método assemelha-se a DOAR.
Tem por finalidade evidenciar de forma clara e concisa, as capacidades de sobrevivência e crescimento a longo prazo das empresas.
Corresponde à disponibilidade de fundos de longo prazo e permanentes para financiamento do giro das operações da empresa. Historicamente, essa disponibilidade de capital pode ser mensurada pela diferença entre os saldos de seus passivos e ativos estratégicos (ou não-circulantes).
Corresponde à necessidade líquida de investimento permanente de fundos para garantir o giro normal das operações de uma empresa. Historicamente, essa necessidade de capital pode ser mensurada pela diferença entre os saldos de seus ativos e passivos circulantes de origem estritamente operacional (ativos e passivos operacionais ou cíclicos).
È a mensurado pela diferença entre os ativos e passivos de ocorrência errática (ou financeiros) na estrutura patrimonial da empresa.
Chama-se efeito “tesoura” à ocorrência sistemática e crescente de saldos negativos de tesouraria. As possíveis causas do efeito “tesoura” são as seguintes: crescimento das vendas nominais (por inflação ou crescimento real) a taxas muito elevadas; endividamento de perfil de retorno inadequado; imobilização excessiva; prejuízos; distribuição excessiva de dividendos; relação ?NCG/Vendas crescendo a ritmo maior que a relação Autofinanciamento/Vendas; e altas taxas de juros.
Tem por finalidade apresentar os lucros que foram gerados pela atividade operacional da empresa e os lucros retidos pela empresa, para efeito de reinvestimento em suas atividades.
Caracteriza-se pelo prazo decorrido entre as saídas de caixa (pagamentos a fornecedores, por exemplo) e as entradas de caixa (recebimentos de clientes, por exemplo).
Este índice mede a quantidade de aplicações adicionais de recursos no giro da atividade, para cada unidade de receita de vendas. A ocorrência de valores positivos e crescentes deste índice indicam má performance das políticas financeiras a curto prazo da empresa (política de vendas, política de estoques e política de compras).
Este índice mede a quantidade de autofinanciamento gerado pelas atividades da empresa, por cada unidade de receita bruta de vendas. A ocorrência de valores positivos e superiores à Taxa Marginal de Investimento no Giro indicam boa capacidade de crescimento autofinanciado.
Este índice mede o total das aplicações no ativo econômico da empresa, para cada unidade de receita de vendas. A ocorrência de valores positivos e crescentes deste índice indicam perda de produtividade dos fundos aplicados nas operações.
Este índice mede a quantidade de lucro gerado pelas operações principais da empresa, por cada unidade de investimento em seu ativo econômico (anc + ncg – inv). A ocorrência de valores positivos indicam garantia de retorno adequado aos investimentos tanto na NCG quanto no ANC.
Este índice mede a quantidade do lucro operacional distribuído aos financiadores por títulos de participação patrimonial da empresa (acionistas, sócios, etc.). A ocorrência de valores positivos indicam que os sócios vêm garantindo remuneração aos seus capitais aplicados na empresa.
Este índice mede o custo médio líquido com financiadores por títulos de dívida (credores bancários a curto e longo prazos) da empresa. A ocorrência de valores positivos e crescentes indicam que o mercado financeiro entende que a empresa apresenta risco financeiro elevado.
Consiste em uma análise cuidadosa da estrutura da indústria e das habilidades internas da empresa, tais como analisar:
• Que características da indústria tiveram maior impacto sobre os value drivers (índices de análises) no passado;
• Que habilidades específicas da empresa tiveram maior impacto sobre os value drivers históricos;
• Se existe uma expectativa de as características da indústria e as habilidades da empresa manterem padrões históricos no futuro ou, em caso negativo, identificar quais são as mudanças esperadas;
• O que precisa ser modificado na indústria ou na empresa para provocar uma transformação significativa do nível histórico dos value drivers da empresa.
Essa abordagem usa a taxa média de crescimento dos lucros no passado, como a taxa estimada de crescimento dos lucros no futuro. A relação mais simples para determinar a taxa de crescimento é aquela baseada no índice de retenção (percentagem dos lucros retidos pela empresa) e o retorno sobre o patrimônio líquido de seus projetos.
É o retorno que os aplicadores de recursos esperam obter sobre seus investimento em ações, dado o risco a eles inerentes, se torna o custo do patrimônio líquido para os gestores das empresas emissoras desses títulos. Para a medição desse custo são necessários os seguintes dados de entrada: a taxa livre de risco em vigor na economia; o retorno esperado de uma carteira de renda variável; o coeficiente “beta” da ação objeto da análise; a taxa de risco do país de origem da empresa emissora.
Esta avaliação enfoca a empresa como negócio, gerando lucro e riqueza para seus proprietários. A avaliação de uma empresa contempla uma abordagem patrimonial e outra da ótica de sua rentabilidade. Uma mais estática, ligada ao valor de oportunidade dos capitais investidos, e outra mais dinâmica, vinculada aos fluxos financeiros, tendo como fluxo a geração de lucros.
Relaciona o valor de uma ação com seus dividendos esperados nos próximos períodos de tempo, com a taxa exigida de retorno da ação e com a taxa de crescimento esperada dos dividendos.
Neste Modelo projeta-se o índice preço/lucro justo da ação objeto da análise. O modelo do índice preço/lucro utiliza os mesmos fundamentos do modelo de desconto de dividendos.
Esse modelo assume que o valor de mercado do patrimônio líquido de uma empresa, é igual ao valor presente dos fluxos de caixa livre dos acionistas (FCFE) gerados por suas atividades ao longo dos anos.
Esses fluxos podem ser estimados em função das previsões futuras de crescimento das vendas.
É o quociente obtido da divisão do ativo circulante (AC) pelo passivo circulante (PC).
Mede a capacidade financeira imediata da empresa, por isso, instantânea. Normalmente são admitidas como disponibilidades.
É uma medida que se presta a análise financeira a longo prazo, pois leva em consideração não só os valores componentes do ativo circulante como também os vinculados ao realizável a longo prazo.
Apresenta através de um índice o montante do patrimônio líquido aplicado no imobilizado. Quanto mais baixo o grau de imobilização do capital próprio, maior a soma de recursos próprios que estará liberada para aplicação no capital circulante.
Objetiva a medição percentual de cada componente em relação ao total de que faz parte. A medida é um coeficiente ou percentual (%) que indica a proporção de cada componente em relação ao total.
Permite a avaliação do crescimento ou diminuição dos componentes e do respectivo total, através de uma série histórica (vários anos). Adota-se o índice 100 como representativa do ano que serve de base para confronto com os exercícios seguintes. Pela regra de três simples e direta calculam-se os índices correspondentes aos anos que são comparados com o base.
É uma relação entre uma exigibilidade e o patrimônio líquido ou passivo total para determinar o risco financeiro da empresa.
Sua função é determinar o aumento da rentabilidade do capital próprio investido em decorrência do uso do endividamento contratado.
Consiste em verificar se a taxa de crescimento dos lucros é superior à taxa de crescimento das receitas.
Tem por objetivo apresentar o custeio por margem de contribuição deduzindo-se do preço da mercadoria apenas os custos e despesas variáveis, e após a margem de contribuição deduzir os custos e despesas fixas. A condição para ser um negócio lucrativo é a margem de contribuição ser positiva.
Tem por objetivo apresentar o custeio por lucro bruto deduzindo apenas os custos dos produtos vendidos fixos e variáveis e após o lucro bruto deduz-se as despesas fixas e variáveis. Este método não é apropriado para análises e decisões estratégicas. Deve ser utilizado para fins de imposto de renda.
É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescidas de uma remuneração mínima (custo de oportunidade) sobre o capital investido pela empresa.
É a quantidade que iguala a receita total com a soma de custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. Neste caso, os encargos da depreciação são exclusos por não representarem desembolso para empresa.
É a quantidade de vendas que deve ser efetuada para cobrir todos os custos e despesas fixas, deixando de lado os aspectos financeiros e não operacionais.
Indica o nível de atividade mínimo que justificará o funcionamento da empresa como um todo ou de uma linha de produto em particular, quando estiver operando com prejuízo, mas com perspectivas de melhoras.
É o plano global de operações de uma empresa em termos quantitativos, em unidades físicas de volume das operações e em unidades monetárias para avaliação do desempenho financeiro, através de metas estabelecidas para um determinado período, e decorrente dos objetivos fixados pela administração.
O objetivo do balanço patrimonial é apresentar, de uma forma ordenada e padronizada, a situação econômica e financeira da empresa no fim do ano ou em qualquer data prefixada, desde que seje na data de encerramento do exercício social da empresa. Ele reflete a posição financeira em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período prefixado, influenciando na tomada de decisões. É a demonstração que encerra a seqüência dos procedimentos contábeis, apresentando de forma ordenada os três elementos componentes do patrimônio de acordo: ativo, passivo e patrimônio líquido.
A demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado das receitas da empresa em determinado período, normalmente 12 meses. É apresentada de forma dedutiva, ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo). As receitas e despesas de uma empresa representam, respectivamente, acréscimo ou diminuição de seu patrimônio líquido. Essas receitas e despesas são controladas em contas específicas que, em geral, são de grande volume, chamadas de contas de resultado. Ao final de cada exercício, é necessário, que essas contas sejam encerradas para que possa ser conhecido o resultado do exercício.
Fornece a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas contas componentes do patrimônio líquido; faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra e indica a origem e o valor de cada acréscimo ou diminuição no patrimônio líquido durante o exercício.
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados visa apresentar, de forma clara, o resultado líquido do período, a sua distribuição e a movimentação ocorrida no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados.
Tem por objetivos identificar, resumidamente as fontes de recursos responsáveis pelas alterações no capital de giro e onde esses recursos foram aplicados durante um determinado período de tempo; completar a divulgação sobre a posição financeira e sobre os resultados das operações durante o mesmo período de tempo; e orientar os que dela se utilizam, incluindo administradores e investidores, na tomada de decisões de ordem econômica e financeira ao empreendimento.
Copyright © 2006 - www.atualcontabil.com.br. Todos os direitos reservados.